algum motivo

Algum motivo de alegria sopra um hálito quente em minha nuca
Não tenho amigos de rua
Não tenho amigos nas tantas ruas já moradas
O ideal é sair de casa para casas
Latente olhar expresso
O passante trilha com tralha que presta
Tomando cuidado para não encher todas as caras do mundo
Assobiar para dentro do peito
Ruídos diversos, melodicamente difusos
Que cheiro tem a mira soslaio por de cima da imaginação?
Desse canto vê-se encantos e cantos nas esquinas
De lero lero...sonhando
Não tenho amigos de rua
Não tenho amigos nas tantas ruas já moradas
O ideal é sair de casa para casas
Latente olhar expresso
O passante trilha com tralha que presta
Tomando cuidado para não encher todas as caras do mundo
Assobiar para dentro do peito
Ruídos diversos, melodicamente difusos
Que cheiro tem a mira soslaio por de cima da imaginação?
Desse canto vê-se encantos e cantos nas esquinas
De lero lero...sonhando

2 Comments:
seus poemas são grandes olhos percorrendo as ruas do mundo, saltam e retornam, dos mais detalhadas tralhas dos passantes e dos passados, até o âmago que assobia dentro do peito.
fala mano...tenho prestado atenção nas dissonâncias e convivendo harmonicamente com as revelações diárias, esticando o tempo, e não estranhando a estranheza dos outros para não ficar estranho.
saudades.
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