10.10.07


O aluguel da vida me custa
Vejo surtindo efeito milhões de sentidos
Inóspitos e re-alocados
No salão da vaidade que avassala
Turbilhão de medidas – não afastam os maribondos
Que rondam minha nuca
E arremesso a máquina de escrever na rua
Sem nenhum pudor
Silencio a multidão de alucinógenos lícitos ou irregulares
Para acumular as pontas de cigarros em meu cinzeiro
Calo a boca em meio aos motores
Extraindo ruído sufocado na imensidão de barulhos inexprimíveis
Que o acúmulo de almas fabrica em cada segundo
Nos emaranhados caminhos da cidade
Não se dão conta dos semi-tons
Suas produções já saem com defeito de fabricação
E com validade vencida...
Made in eu mesmo
Sem selo de garantia.