Pierot amigo meu
Pierot amigo meu
No edifício antigo
onde nas janelas
pombos fazem ninhos...
o vento sem deixar sua rotina
castiga o rosto das meninas
que passam distraídas
pelos tumultuados boulevares.
tardes, vizinhas do acaso
e na ineficiência de qualquer ato
escreves linhas de poesia
guardando-as num pesado baú
de tralhas emprestáveis.
as horas passam
o vizinho distante
acorda de seu sonho
o canteiro de plantas
recebe a primeira chuva da manhã
e ao norte do quintal,
sobra do ligeiro pensamento.
Jeronimo P. Mota Jr.
Rio, 13/02/1996
No edifício antigo
onde nas janelas
pombos fazem ninhos...
o vento sem deixar sua rotina
castiga o rosto das meninas
que passam distraídas
pelos tumultuados boulevares.
tardes, vizinhas do acaso
e na ineficiência de qualquer ato
escreves linhas de poesia
guardando-as num pesado baú
de tralhas emprestáveis.
as horas passam
o vizinho distante
acorda de seu sonho
o canteiro de plantas
recebe a primeira chuva da manhã
e ao norte do quintal,
sobra do ligeiro pensamento.
Jeronimo P. Mota Jr.
Rio, 13/02/1996

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