Sim tomas
Já tenho
Já me tenho
Já detenho
O terremoto
Que treme só
Entre as plantas dos meus pés
Os olhares só me atingem de raspão
E por alguns segundos sinto arder
Minha arma secreta é um urro
Ou um murro no muro pichado
Por algum pivete mijado
Nas emboladas esquinas das tramas
Que me arranham até o tornozelo
Dito por não dito
Grilos que grilam a intenção
Da imensidão de encruzilhadas
Sem ladrilhos para enfeitar
As curvas que não se topam
Nos quadris da mulher gostosa
Que nem sabe que seu rebolado existe
E o que me assiste
São os passos molhados
Em tardes cheias de lamas
Nascidas da chuva de pouco tempo atrás
E encharcam o meu coração e a boca
De minha calça lee
Penso de uma só vez
Nas linhas que piso durante o passeio público
Para não tropeçar em alguma pedra saliente.
Já tenho
Já me tenho
Já detenho
O terremoto
Que treme só
Entre as plantas dos meus pés
Os olhares só me atingem de raspão
E por alguns segundos sinto arder
Minha arma secreta é um urro
Ou um murro no muro pichado
Por algum pivete mijado
Nas emboladas esquinas das tramas
Que me arranham até o tornozelo
Dito por não dito
Grilos que grilam a intenção
Da imensidão de encruzilhadas
Sem ladrilhos para enfeitar
As curvas que não se topam
Nos quadris da mulher gostosa
Que nem sabe que seu rebolado existe
E o que me assiste
São os passos molhados
Em tardes cheias de lamas
Nascidas da chuva de pouco tempo atrás
E encharcam o meu coração e a boca
De minha calça lee
Penso de uma só vez
Nas linhas que piso durante o passeio público
Para não tropeçar em alguma pedra saliente.

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