Sopros em vãos ( ou vontade de soprar qualquer espaço vivo)
Sopra aqui em meus olhos
Só pra reter
Só pra conter
Essa lágrima sorrateira
Que prenuncia um pranto
Só o tempo como acordes de um violão
em suas dissonâncias
Para frear esses realismos
Que lacram meus sonhos num caixote
Com pregos martelados e enferrujados
Sopra aqui em minhas escutas
Só pra sentir
Só pra ouvir
Um vivaz ócio silencioso e sagrado
Sempre à espreita de um impossível desejo
Que acena sufocado entre mentes robotizadas
e gestos ensaiados
Sopra aqui em minha boca
Um gosto de fantasia
Surpresa de expressões ocultas
No peito uma semi-escuta
De segredos...
E lá do alto uma imitação de alegria
Alinhando os despejos
Dos vivos mortos que continuam
Representando uma intenção de suicídio
O que enrosca é a minúcia do caminho
De cada passo em desalinho
Tropeçando no bico da intenção
Abraçar o gesso no peito
Para não perder o olhar vazio
Que mira o teto do desassossego
Mas qualquer assobio desperta
A trança do transe
Só pra ti.
Sopra aqui em meus olhos
Só pra reter
Só pra conter
Essa lágrima sorrateira
Que prenuncia um pranto
Só o tempo como acordes de um violão
em suas dissonâncias
Para frear esses realismos
Que lacram meus sonhos num caixote
Com pregos martelados e enferrujados
Sopra aqui em minhas escutas
Só pra sentir
Só pra ouvir
Um vivaz ócio silencioso e sagrado
Sempre à espreita de um impossível desejo
Que acena sufocado entre mentes robotizadas
e gestos ensaiados
Sopra aqui em minha boca
Um gosto de fantasia
Surpresa de expressões ocultas
No peito uma semi-escuta
De segredos...
E lá do alto uma imitação de alegria
Alinhando os despejos
Dos vivos mortos que continuam
Representando uma intenção de suicídio
O que enrosca é a minúcia do caminho
De cada passo em desalinho
Tropeçando no bico da intenção
Abraçar o gesso no peito
Para não perder o olhar vazio
Que mira o teto do desassossego
Mas qualquer assobio desperta
A trança do transe
Só pra ti.

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